golpe bilionário na classe média

golpe bilionário na classe média

Marcelo Rubens Paiva

30 Abril 2013 | 14h29

 

 

Há uns anos, a classe média brasileira foi chamada para aderir e investir em ações da BOLSA.

Impulsionada pela estabilidade, crescimento, notícias vindas dos subterrâneos da camada do pré sal: Vamos ajudar o Brasil crescer, você pode ser acionista, você pode ser agente do desenvolvimento.

As empresas VALE e PETROBRAS tinham liquidez garantida.

São símbolos pátrios. Investir nela era um dever.

Mais ou menos.

Que Poupança o quê? O símbolo do Milagre Econômico da Ditadura, que rendia 6% ao ano + juros, já era! Coisa atrasada, de país subdesenvolvido

Mudei 20% do meu plano de previdência privado para ações dessas empresas. Hoje, minha aposentadoria está drasticamente ameaçada.

Uma parente que tinha vindo da França para aplicar no Brasil e trabalhar nele, comprou em 2011 dois fundos de ações.

Pagou R$ 22 mil por ações dividendos da Petrobras e R$ 22 mil por ações Vale.

As ações da Petrobras valem hoje R$ 8.002,56, e as da Vale, R$ 12.214,47

Me deu vergonha do meu País. O que aconteceu?

A Petrobras já não é a maior empresa brasileira.

O uso político dela, como acusam analistas, derrubou seu valor no mercado e fatiou o dinheiro sagrado de aposentadorias e investimentos do brasileiro comum.

Sei que há divergências ideológicas nesse debate.

 

 

Matéria da minha colega do ESTADÃO, SABRINA VALLE, revelou que acionistas minoritários da Petrobras protestaram na assembleia anual segunda-feira contra a influência do governo na companhia.

Fernando Siqueira, da Associação de Engenheiros da Petrobras, deu uma dica. Depois de protestar contra o estrangulamento financeiro da companhia por meio do congelamento do preço dos combustíveis, disse: “Não se pode fazer controle de inflação transferindo todo o ônus para uma única empresa”.

O anúncio da reeleição do ministro da Fazenda, Guido Mantega, como presidente do conselho de administração da petroleira, foi vaiado.

Os minoritários também elegeram o presidente da Associação de Investidores do Mercado de Capitais (Amec), Mauro Cunha, para cadeira no conselho voltada a acionistas minoritários detentores de ações ordinárias (ON) com apoio de investidores estrangeiros.

A presidente da empresa, Graça Foster, estava presente, mas não teceu comentários. O fato de ela conduzir a assembleia pela primeira vez desde que tomou posse no cargo foi elogiada.

A pergunta que se faz é QUEM MANDA NA PETROBRAS?

E, se manda, tem ciência e responsabilidades sobre tamanho prejuízo?