Globo aprende a rir de si mesma

Globo aprende a rir de si mesma

Marcelo Rubens Paiva

10 de julho de 2019 | 12h20

 

Enfim, a tão criticada Rede Globo dá o troco.

Gaúchos dizem que são eles que contam as melhores piadas de gaúchos, e assim aplacam tentativas de denegri-los.

Todos sabem: um apelido só pega se ele incomoda o apelidado.

Enfim, a Globo encontrou a forma de aplacar as críticas e rir de si mesma.

Graças a Marcelo Adnet & Cia, em quadro do Fantástico no ar desde janeiro, com a hashtag #issoaglobonãomostra, a emissora tão visada em tempos idos foi além do papel de alvo, agente, e se torna sujeito. Demorou.

Começou como uma coletânea de erros, cafonices e exageros, atores desafinados, lapsos. Amadureceu e passou a abordar as críticas que recebe. Até as pesadas.

Na ditadura, os repórteres se incomodavam quando, com os microfones abertos, alguém gritava “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.

Com a esquerda no poder, os incomodava os cartazes e gritos “Globo golpista”. Com a direita, “Globo lixo”.

E repórteres ao vivo ficam sem graça, perdem o raciocínio. Sempre me perguntei porque não riem e dizem: “Tem gente que não gosta da gente, normal”.

Normal.

Enfim, #issoaglobonãomostra zoa Galvão Bueno, o apresentador onipresente Tiago Leifert, a campeã de foras Ana Maria Braga, uma pesquisa do que rola nas redes sociais de Fátima Bernardes, Faustão, JN, Bial, todos inatingíveis e ícones. É preciso coragem para rir de si mesmo. Só os sábios conseguem.

 

https://www.youtube.com/watch?v=Wu2oTFrRWhw&feature=youtu.be

 

Veja todos:

 

https://globoplay.globo.com/v/7314306/