gente estúpida

gente estúpida

Marcelo Rubens Paiva

19 de março de 2013 | 12h30

 

Quando a estupidez vira tendência

Giorgios Katidis, jogador do AEK Atenas, faz um gol contra o Veria, corre pra galera, para e… faz a saudação NAZISTA?!

Espera lá!

Ele está diante de filhos, herdeiros e talvez de sobreviventes partisans que lutaram ferozmente contra a invasão alemã na Segunda Guerra, num dos cenários mais sangrentos da ocupação do Mediterrâneo.

Tá maluco?!

O meia pediu desculpas depois. O gesto lhe custou uma suspensão da seleção de país por toda vida, imposta pela Federação Grega de Futebol.

“Foi um ato de estupidez. Eu cometi o erro e sou o único culpado que deve ser punido por isso”, admitiu.

Katidis, de 20 anos, tem um irmão adotado de Porto Rico e toda a minha família é do Mar Negro, “onde as experiências racistas foram as piores possíveis”, diz.

De estupidez, desconhecimento da História e caso de internação.

Assim como estudantes da POLI-USP que, em trote neste ano, cometeram abusos sexuais.

Ou da UNESP, que invadiram um cemitério e roubaram e violaram sepulturas.

Dois estudantes, Juan Takehiko Kumagai Mendes, de 19 anos, e Raphael Sussumu Mizu Koshi, de 18 anos, foram presos em flagrantes por guardas municipais saindo do Cemitério São Bento.

Calouros dos cursos de economia e química, culparam os veteranos que teriam obrigado a pegarem o objeto como parte de um trote.

Trote que humilhou em Minas.

 

 

Estudantes da faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pintaram uma caloura de preto e a fotografaram acorrentada junto a uma placa com a inscrição “caloura Chica da Silva”.

Em outra foto, estudantes, um deles com um bigode do Hitler, também fazem saudações nazistas, ao lado de um calouro amarrado com fita adesiva uma pilastra.

Sem contar que na semana anterior 3 estudantes da USP de São Carlos foram acusados pelo crime de atos obscenos.

Hostilizaram feministas durante um trote em fevereiro: 2 ficaram pelados no campus e outro simulou fazer sexo com uma boneca inflável.

A confusão rolou num protesto contra desfile de calouras conhecido como “Miss Bixete”.

A garotada enlouqueceu de vez?

E pensar que sou num tempo em que num trote não humilhávamos as garotas.

Dávamos as boas-vindas. Com gentileza.

Mostrávamos o funcionamento da máquina de copiar, dicas da biblioteca, indicávamos o melhor lugar para almoçar e convidávamos para uma batida à noite. Mais esperto, não?

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