Fake news pagas por russos

Fake news pagas por russos

Marcelo Rubens Paiva

02 de novembro de 2017 | 12h09

 

Chamado quarta-feira (ontem) pelo Comitê de Inteligência do Congresso Americano, finalmente o Facebook abriu o livro-caixa.

“Que diferença faz? Hillary Clinton”, diz o anúncio acima publicado no Twitter durante as eleições americanas de 2016.

Por quem? Pelo grupo USA_Gunslinger, um site russo com ligações com o Kremlin.

As investigações avançam.

Segundo o Facebook, foram mais de 50 mil anúncios pagos por sites russos, interferindo nas eleições americanas.

O investimento foi pesado.

Anúncios pagos. Quem pagou?

Por baixo, mais de US$ 1,3 milhões. Pagos em rublos, a moeda russa, por companhias russas ligadas ao Kremlin.

O ideal dos sites é dividir a sociedade americana, tumultuar as eleições de 2016, em favor de Donald Trump, contra Hillary Clinton e Sanders, os candidatos dos democratas.

Dois pesquisadores anônimos colecionam no site https://medium.com/@ushadrons os anúncios russos pagos e anunciados na redes sociais Twitter, Insta e Facebook.

É uma coleção de postagens racistas, homofóbicas, xenofóbicas, anti-feministas, que metem medo no eleitor comum.

E defendem teses republicanas, como o livre comércio de armas.

Para o lucro dos acionistas do Facebook.

E dos negociantes russos.

 

 

Abaixo, anúncios selecionados de grupos do Facebook pelo New York Times.

Postagens sponsoreds (anúncios pagos).

 

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