Estupidez seria NÃO tocar em Israel

Estupidez seria NÃO tocar em Israel

Marcelo Rubens Paiva

29 Julho 2015 | 11h23

CAETANO CURTE A PRAIA EM TEL AVIV

CAETANO CURTE A PRAIA EM TEL AVIV

 

Meu bem, meu bem

Não dê ouvidos à maldade alheia e creia

Sua estupidez não lhe deixa ver, que te amo…

Boicotar ISRAEL seria a maior estupidez.

Amamos a PALESTINA, queremos a paz entre os povos e também o reconhecimento do estado de ISRAEL.

Porque amamos ISRAEL.

Amamos a cultura árabe, dos primeiros filósofos e matemáticos, que preservou os textos dos pré-socráticos [inclusive a Bíblia] e os espalhou pela Europa.

Como amamos a cultura judaica, sua poesia, literatura, teatro, cinema, psicanálise.

Estupidez é a guerra, o muro da vergonha, o homem-bomba, os foguetes do Hamas, a ocupação de terras que já têm dono, a destruição de Gaza.

Estupidez é não tentar sempre um acordo de paz.

Estupidez é dos que fazem a guerra.

São povos da mesma raiz.

De religiões coirmãs, que nasceram umas das outras, uma para outra, e se aperfeiçoaram.

Estupidez daqueles que deturpam as escrituras sagradas para alimentar o ódio.

CAETANO e GIL fizeram bem de tocar [ontem] em ISRAEL. Não aceitaram a sugestão radical de boicote.

Fizeram bem de levar poesia, sugerir, indicar, ousar, levar reflexões, cantar e cantar.

Vieram daquele país em que árabes e judeus comerciam nas mesmas ruas, convivem juntos, têm suas rixas, mas sem o ódio disseminado em outras partes.

Robertão tem razão, GAL imortalizou:

Meu bem, meu bem

Sua incompreensão já é demais

Nunca vi alguém tão incapaz

De compreender

CAETANO e GIL reafirmam:

Conte ao menos até três

Se precisar conte outra vez

Mas pense outra vez

Meu bem, meu bem, meu bem, eu te amo