estética paparazzi

estética paparazzi

Marcelo Rubens Paiva

08 de junho de 2010 | 11h54

Adoro paparazzi.

Adoro ler CARAS na sala de espera de um médico e ver a irritação que eles causam nas celebridades:

O olhar furioso do ator famoso flagrado saindo de uma academia.

Ou da modelo numa praia arrumando a canga e revelando celulites charmosas e desconhecidas.

Tenho vários amigos paparazzi.

Não sou alvo deles, apenas em estreias.

E paro e faço pose, cumprimento.

Mando lembranças para o editor, algum colega desses meus quase 30 anos de jornalismo.

Já morei com 2 fotógrafos em épocas diferentes.

Aprendi a gostar desses caras, são os mais divertidos, malucos, ousados, relaxados de uma redação sempre tensa.

Mas aprendi que a estética paparazzi é artificial.

Finge-se um flagrante.

Um deles passou o domingo tentando vender as fotos abaixo para as “revistas especializadas”.

Fotos que ele tirou domingo às 16 hs.

Deste encontro desinteressante entre 2 amigos e 1 sobrinho.

Valeu, me senti super importante.

Parece que fazemos algum complô contra alguma corporação.

Ou bolamos o projeto secreto que causará.

Na verdade, fomos tomar um coco e falar da eliminação do Corinthians.

Afinal, Serrado, flamenguista, eu e Chico, corintianos, estávamos no Pacaembu no Corinthians 2 X 1 Flamengo.

Chico já aviso, é meu sobrinho [saiu uma vez que era meu filho no site EGO].

Se o fotógrafo se aproximasse e pedisse uma foto, seria atendido, lógico.

Mas ele manteve a sua tele longe, como se estivesse flagrando o que não queria ser flagrado.

Bobagem.

Para homenageá-lo, decidi publicar aqui as suas fotos.

Afinal, ele é bom, as fotos estão ótimas.

Sem pagar, sorry.

A ressaca do mar estava linda.

Mas acho que ninguém se interessou por elas.

Me foram enviadas por um editor que também não se interessou.

E convidá-lo para um coco da próxima vez.

 

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Hoje tem TEATROKÊ no TEATRO CENTRO DA TERRA.

É todas as terças.

Saiu na VEJA SP:

http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2168/teatroke-espectadores-com-profissionais

 

Em ‘Teatrokê’ espectadores contracenam com profissionais

 

No palco com um ponto eletrônico no ouvido, o espectador prontamente repete o texto, e a peça recebe a dinâmica necessária para a interação do público

Por Dirceu Alves Jr. | 09/06/2010

 

Você já pensou em ser ator? Pelo menos por alguns minutos? Pois, agora, essa possibilidade existe. Lançado em abril, o espetáculo Teatrokê, em cartaz às terças-feiras no Teatro do Centro da Terra, no Sumaré, tem uma proposta interativa. Mas, fique calmo, ninguém arrastará você para a cena e o fará pagar mico. Sob a direção de Ricardo Karman, o elenco da Kompanhia do Centro da Terra protagoniza quinze cenas criadas com base em textos dos dramaturgos Marcelo Rubens Paiva, Samir Yazbek e até William Shakespeare. A ideia caiu nas graças dos espectadores e não faltam candidatos cedendo aos apelos do mestre de cerimônias vivido pelo ator Gustavo Vaz. Nas seis sessões realizadas, os 100 lugares da pequena e pouco conhecida sala foram tomados e, em alguns dias, mais de cinquenta pessoas voltaram para casa devido à lotação.

 

O ‘Teatrokê’ lembra a moda do karaokê, que leva muitos desafinados a soltar a voz — quase sempre a plenos pulmões — diante do microfone. Esse projeto, porém, prima por um acabamento mais profissional. Para todos os esquetes há uma preocupação com os cenários e figurinos, mas o que ajuda muito é o ponto eletrônico, um dispositivo que transmite, através de um fone de ouvido, o texto que deverá ser dito pelo espectador/ator. “Há dezoito anos estudava a melhor forma de colocar em prática a ideia, tratando bem o público e jamais rindo do constrangimento alheio”, afirma Ricardo Karman.

 

Quem participou endossa que a intenção é bem-sucedida. A gerente de recursos humanos Inês Casentini, que, no último dia 25, foi ao ‘Teatrokê’ acompanhada por dez colegas, se divertiu bastante. “Eles me deram uma peruca. Imaginei que faria uma prostituta e pensei no papel vivido por Julia Roberts no filme ‘Uma Linda Mulher’”, conta Inês, que interpretou uma personagem inspirada na ex-garota de programa Bruna Surfistinha. Uma semana depois, a administradora Viviane Franco foi chamada para a mesma cena. “Eu me ofereci por impulso e adorei”, diz ela.

 

Inês Casentini: “Eles me deram uma peruca e imaginei que faria uma prostituta”

 

Ao contrário de Inês e Viviane, o terapeuta Carlos Eduardo Caruso já conhecia os palcos. O fato de ser baterista de uma banda de rock, no entanto, não tornou a experiência menos desafiadora. “Só descobri o personagem em cena e pensei que tinha me metido em fria”, afirma Caruso, que divertiu a plateia em ‘Na Loja de Chapéus’, de Karl Valentin.

 

Mais sorte teve o sociólogo Danilo Oliveira Guirro. Ao chegar ao camarim, onde encontrou canapés, água, suco, conhaque e uísque, ele vestiu o figurino e recebeu orientações de expressão corporal do ator Xande Mello, com quem dividiu uma cena de ‘O Auto da Compadecida’, de Ariano Suassuna. “Quando soube que ia interpretar o Chicó, fiquei menos nervoso, porque conhecia a história”, conta Guirro.

 

Na última terça-feira (1º), este repórter serviu de cobaia. Cheguei ao camarim e a figurinista me deu uma camisa e óculos de grau. “Você vai ser um escriturário”, deixou escapar ela, justificando as roupas sóbrias. Recebi as orientações para usar o ponto eletrônico. Bastava repetir imediatamente o texto soprado. Confesso que tomei uma dose de conhaque para “aquecer a voz”. Sentado atrás de uma mesa, interpretei, ao lado de Xande Mello, a comédia ‘Clodovil’, escrita por Jô Bilac, sobre um funcionário público — meu papel — que debocha de um cidadão homônimo do estilista. Por cinco minutos, só enxerguei o ator à minha frente e nem pensei em observar a reação do público (se é que houve alguma). No ‘Teatrokê’, tudo certamente é mais fácil que em uma peça profissional, mas o friozinho na barriga… Esse deve ser bem parecido.

 

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E rola hoje:

 

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