encalhado

encalhado

Marcelo Rubens Paiva

27 de outubro de 2010 | 11h29

Muito fraca esta BIENAL.

Vanguarda?

Estou na Bienal de Artes ou na Casa & Construção?

É possível ainda corromper a norma?

Perguntei a um amigo se as artes plásticas estão em crise.

E se algo que lembra uma bola de boliche nos faz refletir.

Ele me explicou: “É a curadoria que está em crise.”

E exemplificou: o grafite é a nova força de expressão das artes plásticas, como OS GEMEOS, mas não havia uma sala dedicada a ele.

De fato, de cada 3 salas, uma era de vídeo instalação.

Algumas sem sentido, como uma japinha ouvindo um violino, na mesa da sala, sem esboçar reação.

Não apenas eu me senti atordoado.

Um artista, PAULO BRUSCKY, também fez indagações.

Quadros mesmo estavam no chão.

Largados, infelizes. Subjugados…

E, claro, ao lado daquelas maluquices que ninguém sabe onde termina e onde começa.

Levei filósofa Silvia, para ver se ela me indicava algumas respostas.

Por exemplo, se o azul exposto é azul. E é uma pintura azul, como a da parede da minha sala,  ou algo a mais?

Se este é um projeto de inclusão social de anões:

E se é assim que se sente um educador:

Mas filósofa Silvia me explicou que um filósofo não tem apenas respostas, mas sim perguntas.

O que me deixou encalhado em meus pensamentos.

Eu não sabia que uma cadeira de rodas com uma capa de chuva pode ser exposta numa Bienal. Aliás, é assim que seco a minha.

Se ao menos eu pudesse nascer de novo, mais inteligente, menos implicante…

Ao menos, algo me emocionou. Me identifiquei com o artista.

Logo com o cara que a OAB quis censurar.

Perdeu, playboy!