désolé

désolé

Marcelo Rubens Paiva

02 de setembro de 2010 | 09h52

Não, prezados leitores, não entrei no PALÁCIO DE BUCKINGHAM.

Acho programa de menina este lance de entrar em cômodos de uma rainha.

Além do quê, custava 50 pratas.

A mulher mais rica da Inglaterra cobra para visitarmos seus aposentos.

Por isso é rica.

Rico é fogo, sempre quer mais.

Se ainda tivéssemos direito de conhecer sua coleção de roupas de baixo…

Ganharia um sentido arqueologicamente interessante.

 

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I’m aftraid not!

Adoro esta expressão que só tem aqui.

Para tudo, eles dizem I’m afraid not.

Tradução literal: Tenho medo que não.

Você tem café descafeinado?

Tenho medo que não.

Tem ingresso ainda?

Tenho medo que  não.

Só perde para outra expressão mais dramática, proferida pelos franceses.

Je suis désolé.

Que é o mesmo que I”m afraid not.

Adoro quando me falam Je suis désolé.

Eu estou desolado, a tradução literal.

Você tem ração para gatos?

Je suis désolé.

Mas fico depois triste ao ver alguém desolado por algo que não tem.

Ah, vai, não tenho tanta importância assim para te deixar desolado(a), sou um brazuca qq, desencana, de boa…

Sempre tenho vontade de abraçar e consolar a pessoa que me diz Je suis désolé.

Não fica assim, passa, meu gato nem está aqui, relaxa…

Americanos são também dramáticos, preferem I’m terribly sorry. 

Não é preciso tradução.

Pelo jeito, eles exageram nas desculpas.

Como se implicasse uma incompetência que os envergonhasse.

Prefiro o nosso: Tenho não!

 

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Esta é uma das pedras mais importantes da humanidade, encontrada casualmente há quase 200 anos.

A PEDRA ROSETA.

Não precisa googar, explico.

Nela, há um texto em hieroglífos e, abaixo, a sua tradução em grego, entalhada na mesma. 

O que possibilitou arqueólogos a traduzir os milhões de textos entalhados nos monumentos do Egito Antigo, o que aumentou a audiência do DISCOVERY CHANNEL. 

E até que é simples.

Aquelas figuras são letras.

Um triângulo é M.

Parece uma anarquia de passarinhos e pessoas de perfil. Mas contam histórias.

Decidi fazer um curso de hieroglifos. Será que tem na Wisard?

E ir ao Egito para ler, ler e ler o que está entalhado em seus monumentos.

E insensar meu currículo. Línguas: inglês, francês mediano, portunhol e hieroglifos.

Poderia ler, por exemplo, o que está nesta JACUZI egipcia. Ou seria um sarcófago?

 

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Museu possibilita conhecermos culturas antigas.

Por exemplo, sabia que as romanas tinham celulites?

 

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E que a opção sexual dos gregos é facilmente decifrada em seus monumentos?

 

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E que a técnica das modelos levantarem os braços para levantar os peitinhos têm milênios?

 

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