democracia de novo sob ataque

democracia de novo sob ataque

Marcelo Rubens Paiva

12 de março de 2013 | 13h06

 

Sim, não é brincadeira, não, é uma ameaça à NORMALIDADE DEMOCRÁTICA a bomba que explodiu na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Rio, em repúdio aos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade (CNV).

É preciso investigar a fundo o atentado.

A ação teria sido assumida por um suposto militar aposentado, informa a coordenadora provisória da CNV, Rosa Maria Cardoso da Cunha.

O alvo: as investigações que buscam desvendar os crimes praticados por agentes do regime militar.

Quem é ele? Como se chegou ao militar? Ele assumiu de que maneira?

É do mesmo grupo de linha-dura que há 33 anos atacou a OAB, Bancas de Jornal, o Rio Centro, em protesto contra a abertura política?

A bomba explodiu às 15h30 no 9º andar do prédio sede da OAB no centro do Rio. Ninguém ficou ferido.

Diferentemente da bomba que, na mesma OBA, em 27 de agosto de 1980, matou Lyda Monteiro da Silva, funcionária que ocupou também o cargo de Diretora do Conselho Federal da OAB, no Rio de Janeiro, e era secretária do então presidente da OAB no Rio de Janeiro, Eduardo Seabra Fagundes.

A equação é simples: como a investigação daquela bomba não deu em nada, o suposto militar de pijama se sentiu encorajado a detonar outra.

E assim será quando o grupo da caserna que participou da morte e tortura de muitos se sentir ameaçado.

É o mesmo tipo de explosivo?

Majores e capitães que na época tinham de 30 e 40 anos, e hoje têm de 60 a 70, que penduraram os coturnos, montaram a bomba?

Têm ainda habilidades pra isso? Enxergam bem assim? Ou contaram com a ajuda de fãs, seguidores mais jovens, da caserna ou não?

Sério que de novo vai ficar por isso mesmo?

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