Como será o final de Game of Thrones?

Como será o final de Game of Thrones?

Marcelo Rubens Paiva

12 de maio de 2019 | 15h10

Não contém spoilers. Até porque o final não foi ao ar (só semana que vem).

Em que finalmente quem se sentará no Trono de Ferro, o trono de espadas dos derrotados de uma rebelião, esculpido a fogo por um dragão, será revelado.

O Artigo 5º. da Constituição me garante a livre manifestação do pensamento.

Roteirista não deixa nada barato. Cada palavra, cada expressão facial, cada conflito está dentro de um todo. Desde os manuais mais antigos da dramaturgia (Aristóteles), se uma cena não tem “beat”, não faz parte da trama, não tem nada a acrescentar, não entra.

Muitos já perceberam que, para escrever a última temporada, os roteiristas se debruçaram sobre a primeira e fechar ‘janelas” abertas.

A frase “not today”, que Arya diz para o Rei dos Mortos, afirmando não ser dia de morrer, surgiu na primeira temporada (ela aprendeu com seu professor de esgrima).

Como ensinar a irmã Sansa a matar alguém: ”Espete pela ponta da espada”.

Pela primeira temporada, descobre-se do que pode rolar na última.

Aqui vão os chutes, se os roteiristas não estiverem numa maestria dramática enganando quem tem olhos afiados para a trama. Aliás, maestria dramática é o que têm de sobra.

Daenerys vai morrer com seu último filho (dragão). A construção da personagem é incrível. Seduziu a todos. Mas tem perfil de tirana, não de rainha justa dos Sete Reinos. É vingativa. Não pode ter filhos. E acaba de solicitar um caminhão de mentira, para Jon Snow não revelar de quem é filho.

Jon, o verdadeiro herdeiro, fez uma promessa, quando virou cavaleiro da muralha: não se casar e não ter filhos. A muralha não existe mais. Porém, deve ser reconstruída. Os Night Walkers podem voltar, como há dez mil anos antes. E os Selvagens o querem de volta.

Cersei vai dançar. Jaime também. O casal incestuoso será morto sem piedade. Causaram muita maldade nos reinos, e são apenas ricos e bonitos, não líderes.

Sansa pode ser a rainha. Com seu ex-marido Tyrion, o único personagem bem-humorado e justo da série, como Mão do Rei (uma espécie de primeiro-ministro), formam uma boa dupla.

Se tiverem um filho, seria um Lannister Stark, ou seja, bem nobre.

Ela tem direito ao trono, já foi prometida ao psicopatinha usurpador dele, Joffrey.

Seu pai, Ned Stark, só não foi rei, no complô que derrubou o Rei Louco (Targaryen), porque tinha empatia de sobra, era muito justo e transparente. Perdeu o trono e a cabeça.

Porém, os conspiradores bolaram uma exótica teoria.

O Rei da Noite seria Bran (de brain, cérebro?). Ou será ele o rei, a vitória da razão sobre a emoção?

Faz sentido. Ele encontrou na invasão dos Caminhantes a forma de unir os reinos na sua vingança contra os Lannisters e levar a irmã para o trono. Outra: nenhum parente Stark morreu na guerra contra o Rei da Noite. Outra: seu corvo de três olhos que o fez ressuscitar da morte.

Mas o Rei da Noite não ia matá-lo? Quem disse? A irmazinha interveio antes: “Not today”.

Outra. Na primeira temporada, enquanto se recuperava do acidente, uma contadora de histórias falava em detalhes da lenda dos Caminhantes Brancos. E ele (através do corvo) era o único com acesso aos mortos do outro lado da muralha. Sempre os “visitava”. Cara família, poupou Jon Snow e as irmãs. É nosso líder.

Convincente?

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