Cartazes são o destaque das manifestações

Cartazes são o destaque das manifestações

Marcelo Rubens Paiva

16 de maio de 2019 | 11h20

O meio é a mensagem, propôs Marshall McLuhan.

Na era em que se pede respeito à diversidade, a tese se comprova. Em tempos de redes sociais, os cartazes visam e são apontados para elas. E, claro, em sintonia com a sua essência: a democratização da informação.

No passado, as passeatas eram pontuadas por poucas e enormes faixas. Para serem vistas pela população e, principalmente, estarem legíveis nas capas dos jornais.

Era a chamada “bandeira do movimento”; o que ele propunha e contra o que protestava.

Não existe mais a faixa que a liderança carrega, ou a bandeira que o grupo ideológico predominante desfralda, mas cartolinas coloridas, com colagem, preparadas antes ou na própria manifestação, para serem carregadas individualmente ou passarem de mão em mão.

Até por crianças (como os ex-coleguinhas dos meus filhos).

E, claro, serem fotografadas e postadas no Face, Insta, Twitter e grupos de WhatsApp.

Aliás, em muitos grupos, lia-se a mensagem: “Tragam cartolinas, cola e canetas”.

Bolsonaro provocou, “manifestantes são imbecis que não sabem a fórmula da água”, lá estava o cartaz H20.

O Ministro da Educação explicou os cortes com uma demonstração com chocolates, eles apareceram em muitos cartazes.

Até a frase referência de Game of Thrones foi lembrada.

E, o mais importante, além de se destacarem, passaram a mensagem.