Cadeirantes versus companhias aéreas

Cadeirantes versus companhias aéreas

Marcelo Rubens Paiva

19 de agosto de 2019 | 11h32

Já cheguei em Atenas, Madrid e São Paulo com a cadeira de rodas quebrada.

Por conta da falta de cuidado da Alitalia, Iberia e TAM, respectivamente, ao embarca-la ou desembarcá-la. Nenhuma das três pagou pelo prejuízo.

Viagens a trabalho.

Já perderam minha cadeira de rodas em Nova York e Barcelona. Encontraram no dia seguinte e entregaram no hotel.

É um trauma, um descaso internacional.

Numa pesquisa recente U.S Department of Transportation, publicada na New Mobility, um dado chocante: entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019, companhias aéreas americanas danificaram 23 cadeiras de rodas. Por dia!

As companhias perderam e danificaram no período 1.975 cadeiras manuais, motorizadas e scooters.

American e Southwest são as campeãs em queixas. Delta e United têm o menor número de ocorrências.

Um cadeirante sem cadeira de rodas num desembarque é como um passageiro chegar sem as pernas.

Do outro lado do Atlântico, a Aerobility com a British Airways e o Heathrow Airport se uniram para estabelecer um novo recorde para as aeronaves mais pesadas puxadas por uma equipe de cadeirantes: 98 puxaram um avião de 127 toneladas (Boeing 787-9 Dreamliner) por mais de 106 metros [foto acima].

Que fardo temos que carregar…

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