Bye-bye J. D.

Bye-bye J. D.

Marcelo Rubens Paiva

28 de janeiro de 2010 | 17h16

Chora, Caufield. Não saberemos para aonde vão os patos do Central Park no inverno.

Chora, Fernandinha, quem me apresentou toda a obra dele, livros que lemos juntos no começo dos ano 80, e que me inspirou a escrever.

Chora, Paulo Francis, quem afirmava a todos os pulmões, que Peixe Banana era o maior conto norte-americano já escrito, enigmático, profundo, delicado.

Chorem Franny e Zooey, na estação de trem, em desespero!

Morreu o maior autor de todos! Sempre relegado a secundário, por ser um best seller [vendeu mais de 60 milhões de cópias].

Morreu a maior influência literária de todos os autores do pós-guerra.

Recluso, estranho, indefinível, 4 livros apenas!

Títulos esquisitos, que nunca entendemos.

Sem escrever há 40 anos.

Jerome David Salinger.

JD.

Veterano da Segunda Guerra Mundial, invadiu a Normandia.

E nunca superou a morte do irmão, Seymour.

Pra cima com a viga moçada!

Eu choro.

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