broxante

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Marcelo Rubens Paiva

02 de dezembro de 2009 | 17h57

Me explicaram ontem o sucesso da saga CREPÚSCULO, que esgota livros e lota os cinemas.

Fiquei chocado.

Trata-se da história de vampiros virgens, politicamente corretos e vegetarianos, escrita por uma autora conservadora MÓRMON.

O vampiro gato só vai morder e chupar o sangue da gatinha depois de se casar com ela [NO TERCEIRO LIVRO]. Apesar dos apelos dela no SEGUNDO livro.

Nem o LOBISOMEM papa a mocinha, por respeito aos bons valores do celibato.

E não comem carne de animais, apenas chupam o sangue deles.

O livro-filme é adotado pela onda conservadora que varre a nova geração, que retoma o tabu da virgindade.

É uma afronta ao espírito libertário e provocador do personagem vampiresco, que suga o sangue das virgens e as amaldiçoa, arquétipo europeu comum à civilização ocidental e da modernidade, síntese da luta desejo versus moral.

E o galã do filme é considerado o ator mais sexy do momento. Então as menininhas assistem à LUA NOVA, babam e se recolhem.

Ainda bem que vim de outra geração.

VIVA MICKEY ROURKE!!!

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“Não se escolhe a marca de um cigarro filado”. É o meu lema.
“Só escolho antes da meia-noite”, replicou a minha amiga MARTA NOWILL.

Muitas denotações neste diálogo noturno. Preciso levar isso pra minha terapia. O dia que eu começar uma.

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Aê, VALE DO PARAÍBA,

A NOITE FRIA DO ANO hoje em LORENA. Talvez seja a penúltima exibição da minha peça. Pegue a DUTRA, se você for da região.

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