Brasil é campeão em cidades violentas

Brasil é campeão em cidades violentas

Marcelo Rubens Paiva

18 Fevereiro 2018 | 10h41

 

No passado, dizia-se que, quando o governo brasileiro queria resolver um problema social, era criada uma comissão.

Agora, numa administração que sobrevive graças ao compadrio, crê-se que, para se resolver o problema da violência, basta criar um ministério.

E destravar as armas e meter os coturnos do Exército no asfalto.

Em ano eleitoral, será uma disputa acirrada entre aliados para disputar o trono, indicar parças, tendo em conta o xadrez das coligações.

Que desanimo…

Atolados. Giramos em falso.

E agora, José?

Discutir a derrotada guerra contra as drogas, a desigualdade social e a incapacidade do Estado em atender às necessidades básicas para se compor cidadania, poucos se dispõem.

Me lembra de uma pesquisa divulgada no ano passado.

No ranking das cidades mais violentas do mundo (homicídios por cem mil habitantes), o Brasil liderava com folga.

Foras escolhidas cidades com mais de 300 mil habitantes.

Das 50 listadas, tínhamos 19.

O México vinha em segundo com oito.

Venezuela, sete.

Das 50, 43 ficam na América Latina, e a violência está, lógico, relacionada com a marca do continente: instabilidade política, desigualdade social e drogas.

O ranking realizado pelo Conselho de Segurança Pública do México e revelado por Christopher Woody, da Business Insider, é de 2016.