bons filmes em cartaz

bons filmes em cartaz

Marcelo Rubens Paiva

05 Setembro 2013 | 11h16

O melhor de PAIN GAIN, no Brasil SEM DOR, SEM GANHO (Dá & Leva, em Portugal) é que a comédia surreal protagonizada por narcisistas trapalhões, a alma de uma América obcecada pelo sucesso, bíceps e umbigo, é baseada numa história real.

Na verdade, numa reportagem publicada em 1998 num jornal de MIAMI.

Dirigido por Michael Bay e escrito por Christopher Markus e Stephen McFeely.

A dupla de fisiculturistas Mark Wahlberg e Dwayne Johnson sequestram um empresário 50% judeu e 50% colombiano, Tony Shalhoub, tiram todos seus bens e são tão amadores que nem matá-lo conseguem.

O empresário sobrevive e é desprezado pela polícia. Um evidente caso de xenofobia da MIAMIPD.

Na trilha, David Bowie e Rolling Stone.

Os personagens só falam besteiras, como “malhar é um dever patriótico”, se vestem como idiotas, dirigem um simulacro de carro esportivo, planejam crime como amadores. “Pode confiar, vi muitos filmes, sei como funciona”m, explica o líder da gangue.

A diferença com BLING RING é que este é um filme assumidamente cômico.

Os fãs de Mark vão se lembrar de BOGGIE NIGHT. Tem a mesma levada.

 

 

FRANCIS HA lembra os bons filmes de Woody Allen.

Nova York é uma personagem presente. A protagonista, uma bailarina desengonçada que não é bailarina, mas coreógrafa, que pula de casa em casa, por não ter onde morar, doidinha e carismática, FRANCIS [a atriz GRETA GERWIN, forte candidata ao Oscar], que fala o que pensa e sente falta da inconsequência da vida universitária, precisa focar, crescer, ter uma meta.

Correndo pela cidade, num Corra Francis Corra, taxada por amigos como uma garota “undating”, isto é, ‘inamorável”, fuma e bebe sem parar, é bagunceira e se veste mal, e vai se enrolando até não ter outra saída a não ser virar uma garota normal.

Ou melhor, crescer.

Noah Baumbach é o diretor do filme, que já tinha mostrado seu jeitão comovente e alto astral em A LULA E A BALEIA, de 2005.

O ótimo filme tem mãos brasileiras na produção, as do nosso produtor RODRIGO TEIXEIRA.

Muitos dos diálogos são da própria atriz.

Que compõe um personagem complicado, complexo, uma espécie de Holden Caulfield [de APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO] dos novos tempos.

Ambos são da boa safra de filmes em cartaz