banco imobiliário sustentável

banco imobiliário sustentável

Marcelo Rubens Paiva

06 de agosto de 2012 | 21h15

 

A era dos jogos corretos chegou.

Já nas prateleiras a edição especial do Banco Imobiliário Sustentável.

Possui mecânica semelhante à clássica versão do jogo MONOPOLY, mas com regras e temática relacionadas à conservação do meio ambiente e peças de material biodegradável.

O objetivo final? Deter todas as propriedades.

A ecologia está preservada. O capitalismo, o livre mercado, a propriedade e a concorrência, idem.

Sem-teto e sem-terra estão fora do tabuleiro.

E não utiliza pilhas.

A petroquímica Braskem e a Estrela que fizeram a parceria de longo prazo para desenvolver produtos com polietileno ‘verde’ 100% renovável.

O primeiro produto é o Banco Imobiliário Sustentável, versão ecologicamente correta do jogo lendário.

As peças plásticas do brinquedo são feitas com material que contribui para a redução do efeito estufa ao absorver e fixar CO2 da atmosfera. O tabuleiro, a caixa e as cartas são de papel reciclado.

A dinâmica do jogo está ligada ao tema da sustentabilidade. Em vez de bairros e ruas importantes, as casas do tabuleiro são reservas naturais como Pantanal, Rio São Francisco, Chapada dos Veadeiros, Serra da Mantiqueira e locais de produção de cana-de-açúcar, como Ribeirão Preto, Três Lagoas (MS) e Teotônio Vilela (AL).

As companhias de transporte foram substituídas por empresas como Companhia de Reciclagem Energética, Companhia de Reflorestamento, de Agricultura Orgânica, de Reciclagem Mecânica.

As cartas de Sorte ou Revés também são temáticas.

O jogador pode sofrer reveses como “sua empresa foi multada por poluir demais”, ou sorte como “você protegeu suas terras do desmatamento e faturou com o turismo ecológico”.

E, claro, chegou também a era do dinheiro eletrônico nos jogos.

Modernidade em dias de chuva na praia.

Será que o jogo WAR IV tratará da guerra contra o terror, primavera árabe ou ataques cibernéticos?

Dada a dica.