bagulho

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Marcelo Rubens Paiva

14 de fevereiro de 2011 | 17h51

Baranga, calhau, mocreia, são termos para designar uma mulher feia.

Seguindo qual padrão?

Concordo com aqueles que dizem que não existe mulher feia.

Não só porque nua e no escuro são todas iguais.

Mas também porque a beleza plástica entedia a vista.

Que o digam FELLINI e ALMODOVAR, que descobriram o poder da imagem impressa das magras narigudas.

Ou a sensualidade das cheinhas vítimas do carboidrato.

Né, BOTERO?

Certa vez, eu disse para uma revista feminina que adorava mulher com nariz grande.

E, aqui, que a parte mais sensual de uma mulher é o joelho.

Muitas delas ficaram irritadas comigo.

Quem gosta de mulher perfeita é mulher.

Homem que é homem nem liga pra rugas e celulites.

Depilação atrasada.

Muito menos prum nariz batatinha ou um peitinho caído.

E, por fim, detestamos silicone!

Elas ainda entenderão…

Agora, quem daria 1 livro desse de presente?

E quem o compraria para ler no metrô?

Só pode ser gozação…

+++

Um passeio pela cidade de São Paulo prova a tese de quem diz que ela nunca esteve tão suja.

Bem, os pedestres até procuram colaborar.

Mas se o serviço público não esvazia estas 4 lixeiras numa mesma quadra, a uma quadra da Avenida Paulista [ mais precisamente na Rua Augusta], não tem jeito.

Fica o rastro de um domingo de calor.

Ainda bem que não choveu.

+++

Às vezes, é preciso tirar o chapeu para a criatividade dos publicitários.

Estes foram longe.

E instalaram nas catracas do metrô.

Aquela que empurramos com a barriga.

Ou com o estômago.

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