as bicicletas sumiram

as bicicletas sumiram

Marcelo Rubens Paiva

15 de janeiro de 2011 | 12h29

Algo deu errado na construção do Complexo da Cantareira?

Ou é normal uma barragem ter de abrir as comportas, por questões de segurança, e deixar uma cidade, Franco da Rocha, debaixo d’água?

Explicações dos técnicos da Sabesp:  Se não fosse a barragem, a catástrofe seria maior.

Seria?

Ou foi uma obra de engenharia que desconsiderou a população em torno?

O mais paradoxal é que avisaram com antecedência de algumas horas que seriam responsáveis pela catrástrofe.

Tipo: Vamos alagar vocês todos aí, correm, foi mal…

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Anunciei aqui um feito carioca, o da instalação de totens com bicicletas para serem alugadas, sistema que é um sucesso na Europa.

Muitos o utilizam: passa-se o cartão, pega a bicicleta, vai até o destino, e a encaixa em outro totem, para outro usuário.

Tenho amigos em Paris que não têm mais carros e só usam as bicicletas alugadas.

Faz uns meses que instalaram em pontos estratégicos do Rio, cidade em que há uma razoável rede de ciclovias, que liga a maioria dos bairros. Dá para ir da zona sul ao cento de bicicleta. Há duas opções, pela orla ou por dentro. Não é apenas um veículo de lazer, mas de transporte.

Podia-se alugar a bicicleta pelo celular.

No entanto, algo deu errado.

As bicicletas sumiram.

Confiaram demais no jeitinho brasileiro.

A lei de Gerson venceu.

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Se já vendeu tudo, qual a razão do anúncio?

Mostrar o quanto são eficientes em comercialização de imóveis?

Depois dizem que nós, artistas, que somos vaidosos…

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