arrogância

arrogância

Marcelo Rubens Paiva

29 Fevereiro 2012 | 13h40

 

Alguém me perguntou o que leva os lexicólogos a negarem sugestões do MP.

Arrogância.

Onipotência.

Como donos da língua que nós, o povo, criamos.

Como gramáticos fundamentalistas, que querem ensinar a quem inventa e reinventa a língua o que é certo e errado.

A língua é viva, está sempre em mutação, recebe influências, adora novidades, modismos e estrangeirismos.

A língua é uma eterna adolescente, mochileira, inquieta e boêmia.

Não queira tirar dela as palavras deletar, acessar, tuitar, blogar.

Não venha dizer que existem equivalentes nos poetas além-mar.

Agora, chamar “louraça” de prostituta como faz o HOUAISS?

Aí entram valores morais conservadores na definição que deveria ser isenta.

Louraça é a gostosona da praia, do bar, do comercial de cerveja.

Quem disse que por ser exibida é vadia?

Que as louraças se unam e peçam indenizações.

Olha outras do HOUAISS trazidas pelo colega TUTTY VASQUES:

Judeu – “Pessoa usurária, avarenta”;

Paulista – “Que ou o que é teimoso, birrento, turrão; muito desconfiado”;

Paraíba – “Mulher de aspecto e comportamento masculinos; lésbica; operário não qualificado da construção civil; qualquer nordestino”;

Baiano – “Indivíduo originário ou habitante de qualquer dos estados brasileiros, excetuando-se a região Sul; nortista”;

Crioléu – “Reunião, ou baile popular, frequentada predominantemente por crioulos”;

Louraça – “Mulher que comercializa o próprio corpo, mulher de vida fácil; prostituta”;

Mulato – “Sonso”

Turco – “Ambulante que vende a prestações”;

Polaca – “Mulher da vida, meretriz”;