Alguém leu?

Marcelo Rubens Paiva

27 de novembro de 2009 | 17h54

Nossa…

Saiu na FOLHA hoje. Nâo posso reproduzir aqui.

Depoimento do CÉSAR BENJAMIN, o CESINHA, guerrilheiro das antigas, preso, exilado e ex-assessor do LULA. Sobre um encontro que tiveram em 1994.

Só se fala disso em Brasília. Dizem que o LULA está tristíssimo e não responderá. Gilberto Carvalho falou em nome dele

É forte, muito bem escrito e perturbador. Um trecho:

Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: “Você esteve preso, não é Cesinha?” “Estive.” “Quanto tempo?” “Alguns anos…”, desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: “Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta”. Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de “menino do MEP”, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do “menino”, que frustrara a investida com cotoveladas e socos. Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o “menino do MEP” nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.

Por que falar disso agora?

Revela-se a intimidade de um presidente no grau máximo de sua popularidade e prestígio mundial. Que não se contém e fala alguns absurdos.

Não se deve julgar o seu governo e a sua trajetória política através deste depoimento. Mas fica a lição: não se detalha a vida privada.

Em mosca fechada…

Adivinha quem será homenageado na próxima na próxima Parada Gay?

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