acontece

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Marcelo Rubens Paiva

18 Fevereiro 2013 | 11h11

Passar uma manhã de Carnaval lendo as notícias, na companhia de uma tartaruga, que não para de girar ao redor, com receio de levar uma dentada no dedão do pé.

Acontece.

 

 

Passar o Carnaval levando o estandarte de um bloco e protegendo a assediada rainha da bateria. Acontece.

 

 

Chegar na estação do metrô prestes a fechar, sob chuva, e descobrir que seu acesso está em manutenção. Há dias. E xingar o governador em voz baixa.

Acontece.

 

 

Encontrar na esquina a porta de um registro de uma telefônica escancarada, descobrir que a coisa mais fácil é infernizar os vizinhos e cruzar linhas. Acontece.

 

 

Explicar para um gringo perdido num dos shoppings mais movimentados da maior cidade da AL, que recebe milhares de estrangeiros e não sabe sinalizar, onde estão os elevadores.

Acontece.

 

 

Não entender de onde vem tanto cabelo, apesar dos 53 anos, não conseguir penteá-lo e descobrir que tem pessoas com o mesmo distúrbio.

 

 

Acontece no mais movimentado dos shoppings da maior cidade da AL, que recebe milhares de estrangeiros e não sabe sinalizar onde estão os elevadores, depois de encontrar na esquina a porta de um registro de uma telefônica escancarada, descobrir que a coisa mais fácil é infernizar os vizinhos e cruzar linhas, no caminho da estação do metrô, cujo acesso na volta estava em manutenção, no Carnaval em que se leva o estandarte de um bloco e protege a deslumbrante rainha da bateria, e na ressaca faz amizades com um ser pré-histórico que viverá mais do que qualquer um de nós.

Duvida que aconteça?