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Marcelo Rubens Paiva

16 Abril 2011 | 17h00

Esta placa diz tudo.

Afinal, burrice não é deficiência.

Nem malandragem.

Parar em vaga de deficiente é mal-educação, mesmo.

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E no RIO melhoraram o acesso de cadeirantes à praia.

Era uma esteirinha bem bolada, porém frágil, que se quebrava.

Agora, além de rodarmos sobre a areia, tem voluntários para nos colocar na água.

Apenas aos domingos.

O mar quando bate na areia é bonito todos os dias. Mas já dá pra curar ressaca.

Ou perder esta barriguinha indecente.

Que juro que já diminuiu.

Era a fase.

Que fase…

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Espaço reservado a análises de táxi acessível.

Curitiba foi a primeira cidade a ter este serviço.

Há 15 anos é possível o cadeirante de lá ligar e ser transportado.

Sempre me inspirei neles, para militar na causa.

E há 15 anos usam o mesmo sistema, a velha e boa KOMBI com uma plataforma hidráulica.

Funciona, e é isso aí.

Não tão fácil como o de NY.

Ou de LONDRES, em que todos são obrigados a ter a rampinha, mas não é tão fácil assim entrar.

Porém basta esperar na calçada, que aparece 1, não precisa agendar, como em BARCELONA .

E é mais mais prático e barato do que o trambolho carioca, apesar do agendamento ser prático e através de 1 telefone apenas [mas a tarifa às vezes é 70% maior que a do comun].

Serviço que SÃO PAULO copiou e mal, já que não há uma cooperativa apenas prestando serviço, e é preciso ligar para vários telefones e de alguns autônomos para conseguir agendar, e que dá mais despesa aos motorista que lucro, devido ao preço e matutenção do trambolho.

E sobre o qual vivo chiando.

Como 1 cidadão bem chatinho, viajadinho.

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Algo nela fascina.

Não tem o carisma de MARYLIN ou AUDREY HEPBURN.

Cujas fotos estampam louças, camisetas e quadros em dez entre dez camelôs do SOHO – NY.

Mas foi talvez mais completa que as duas, no talento, na beleza e na loucura.

E de olhos incomparavelmente mais lindos.

Militante dos direitos civis e de causa em defesa dos homossexuais.

Enquanto as duas transmitem a sensualidade submissa da mulher americana, ELIZABETH TAYLOR parecia uma dona-de-casa comum, bela, mas com fogo para mudar o mundo.

Até na única foto nua, mostra a força da mulher determinada e moderna.

Imagino se os camelôs a homenageiam agora, ou ainda preferem a “loira-gostosa” e a “moreninha-consumista”.