A vingança de Brad Pitt

A vingança de Brad Pitt

Marcelo Rubens Paiva

27 Abril 2018 | 10h25

 

 

Brad Pitt esteve num filme de Harvey Weinstein de 2009, o predador sexual de Hollywood: Bastardos Inglórios, dirigido por Tarantino, sócio onipresente do produtor-distribuidor.

Agora, ele produz um filme sobre as jornalistas investigativas que revelaram em 2017 os escândalos sexuais do produtor.

Foi anunciada a parceria entre Plan B, a produtora de Pitt, e Annapurna Pictures, para adaptar para o cinema os dez meses da investigação da matéria do New York Times que revelou as acusações contra as investidas do insaciável Weinstein.

Entre uma das vítimas, estava a então girl friend de Pitt, Gwyneth Paltrow.

Angelina Jolie, depois sua mulher, também tinha coisas a dizer do produtor, que com uma máquina de advogados, assessores e ameaças, safava-se das suspeitas.

Jodi Kantor e Megan Twohey [foto acima], repórteres do NYT, em paralelo com Ronan Farrow, da New Yorker, filho de Woody Allen com Mia, revelaram quase ao mesmo tempo depoimentos de vítimas de assédio que, dessa vez, alertaram sobre a importância da denúncia.

As palavras de Gwyneth, Angelina, mais Rose McGowan, Asia Argento e Lea Seydoux, acabaram de vez com as tentativas de Winstein ameaçar jornalistas e abafar as denúncias.

Deram no movimento #MeToo, encorajando outras(os) a denunciar assédio.

O efeito dominó foi imediato.

O jornalismo cumpriu seu papel.

Elas, junto com Farrow, ganharam o Pulitzer.

E Brad come em prato frio.