a mulher da esquerda

a mulher da esquerda

Marcelo Rubens Paiva

24 de abril de 2014 | 10h59

 

Soubemos pela filosofia contemporânea brasileira que a “direita liberal” é péssima para pegar mulher.

 

 

Quando o general Olympio Mourão viu pela TV de Minas a morena que acompanhava o presidente Goulart, uma gaúcha de São Borja, sua esposa MARIA THEREZA, de 24 anos, em 13 de março de 1964 no Comício da Central do Brasil, se levantou e berrou:

“Isso é provocação. E em frente ao Ministério do Exército!”

Não represou mais o violento e reprimido sentimento de inveja ideológica.

Ligou para Castello Branco e perguntou: “Viu a mulher daquele comunista?! Dizem que aquele costureiro afrescalhado, o tal de Dener, que a veste!”

 

 

Nem esperou amanhecer.

Na madrugada do dia 1 de abril, liderou tanques e a tropa para o Rio de Janeiro, para destronar o presidente casado com aquela lindeza.

E foi imediatamente apoiado por outros golpistas, incentivados pelos EUA, que também queriam se livrar de Goulart, depois que Jackie Kennedy alertou o marido que, no Brazil, havia uma primeira-dama que, segundo a TIME, era tão bonita quanto ela, e exigiu uma intervenção.

 

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