na capa

na capa

Marcelo Rubens Paiva

21 de setembro de 2012 | 11h48

 

Todos conhecem e sabem onde fica a faixa de pedestre que serviu de capa para o disco dos BEATLES, ABBEY ROAD.

Virou ponto turístico em LONDRES, alvo de gozação e peça de teoria da conspiração.

Provava a suspeita da morte de PAUL, o único descalço.

 

 

Atrapalha o tráfico, tanto que a prefeitura a moveu alguns metros adiante, para deixar a turba de fãs fazer gracinhas e se deixar fotografar atravessando-a.

Fotos das capas em LP dos álbuns The Freewheelin [Bob Dylan] e Steely [Dan’s Pretzel Logic], LED ZEPPELIN são algumas que o pesquisador e músico Bob Egan descobriu a locação e checou como anda hoje em dia. Desta vez em NOVA YORK.

Espera-se que não vire ponto de culto e macumba de fãs.

E dá saudades do espaço que um LP permitia aos artistas da época.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Estreou em CURITIBA, com montagem da rapaziada de lá, uma das melhores coisas que já escrevi, a peça NO RETROVISOR.

SEGUNDO Yuri Al’Hanati, do JORNAL DE LONDRINA, uma peça sobre a opção de seguir em frente ou apegar-se ao passado

A máxima popular ‘o pior cego é aquele que não quer ver’ pode parecer genérica e gasta pelo tempo, mas serve de imagem sintética da peça No Retrovisor, que estreia hoje [ontem] às 19 horas, em uma curta temporada no Miniauditório do Teatro Guaíra.”

É uma montagem da Cia. Insaio de Teatro, que já havia encenado o espetáculo neste ano durante o Festival de Curitiba. Dirigido pelo bailarino Ronaldo Pinheiro. Braz Pereira, produtor da peça, também integra o elenco.

No Retrovisor explora, em 1 hora e 20 minutos de duração, uma relação tortuosa entre dois amigos que se encontram 15 anos após um trágico acidente. Ney (interpretado por Braz Pereira) e Marcos (Edson Furlanetto) vivem intensamente a explosão cultural dos anos 1980, até que um acidente de carro, que deixa Ney completamente cego, causa um afastamento entre os dois. ‘Enquanto Ney, apesar de cego, deseja seguir em frente, Marcos se enclausura em seu próprio mundo, tomado pela culpa. Vendo o sofrimento do marido, a mulher de Marcos arranja um reencontro entre os dois’, resume o ator.”

É bem provável que no ano que vem finalmente conseguiremos filmar a sua adaptação.

O filme será dirigido por MAURO MENDONÇA FILHO, com MARCELO SERRADO, OTAVIO MULLER, que fizeram a peça na primeira versão há dez anos, e ALESSANDRA NEGRINI. Produção do meu parceirinho AUGUSTO CASÉ, com quem fiz agora E AÍ, COMEU?, adaptação de outra peça minha.

Vai conferir:

NO RETROVISOR – Miniauditório do Teatro Guaíra (R. Amintas de Barros, s/nº),  (41) 3304-7900. Quintas, sextas e sábados, às 20 horas, e domingos, às 19 horas. R$20. Até 30 de setembro.

A cenografia procurou remontar o apartamento de Marcos como uma caixa de madeira. Os móveis são feitos de caixas de verduras, simbolizando a prisão do personagem que se recusa a olhar a vida em seu redor.

A peça da Cia. Insaio fica em cartaz em Curitiba até o dia 30 de setembro.

 

 

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