2016: ano chave da política nacional

2016: ano chave da política nacional

Marcelo Rubens Paiva

23 Outubro 2015 | 13h40

haddad

 

Subtítulo: Os dilemas do “Bom PT”

Bom PT é como os próprios petistas insatisfeitos com os rumos do partido e seu envolvimento nos escândalos de corrupção se autoproclamam.

São bombardeados diariamente pelo próprio PT.

Especialmente por lulistas, que criticam as ações do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, acusado de mole demais com seus subordinados que investigam a Operação Lava Jato [e agora o próprio Lula]

Cardozo é um ícone do grupo Bom PT.

Como Alexandre Padilha, Eduardo Suplicy, secretários Municipais de São Paulo, e o prefeito, Fernando Haddad, uma das grandes estrelas em ascensão da política brasileira.

O vereador Nabil Bonduki é outro Bom PT. É o atual secretário da Cultura de Haddad.

A diáspora petista será testada em 2016, antes das eleições municipais.

A do PSOL já começou.

Os dilemas do grupo são enormes:

  1. Continuar no PT e arcar com o legado do Mensalão, que carrega nas costas e mancha o currículo da militância há anos, agora envolvido na lama do Petrolão. Com isso, se vê obrigado a defender as ideias de Dilma e os desmandos de Lula.
  2. Fundar um novo partido, outro, mais um.
  3. Debandar para um partido existente.

A tese “debandar” é a mais comentada nos bastidores.

Antigos aliados e petistas históricos estão sendo consultados.

Muitos querem ir para a REDE, apesar de uma Marina Silva com carisma, mas relutante e com ligações religiosas aos grupos mais conservadores e homofóbicos da política nacional.

Marta Suplicy pagará um preço caro ao se filiar ao PMDB, partido envolvido nos mesmos escândalos que o PT? Ninguém sabe.

PPS, PSOL, PV e PSB são alternativas.

Mas todos eles já têm um comando consistente, alianças formadas, nomes que trazem votos e alguns são bem pragmáticos.

A saída seria o grupo entram em massa na REDE, a novidade na política, sem programa rígido, com uma massa crítica interessante, que uma vez já fez parte do sonho petista.

Aos poucos os novos filiados poderiam controlar o novo partido.

2016 será um ano chave para a política nacional.

Prepare-se: a história está sendo escrita na nossa fuça.

E veremos se até 2018 o PT sobrevive intacto, retalhado, do avesso, ou vai para o limbo como o PRN, de Fernando Collor de Mello, ou PDS, de Paulo Maluf.