2013 foi um baile de máscaras

2013 foi um baile de máscaras

Marcelo Rubens Paiva

06 de outubro de 2014 | 11h03

 

Se brasileiro reclama que todo político é ladrão, faz pouco para mudar a situação.

Votou em 2014 com preguiça.

Deixa como está.

SE está ruim, melhor não ficará.

Ou não está tão ruim assim, e somos um país reclamão?

Russomaanno, Tiririca, Pastor Feliciano e Maluf estão entre os deputados mais votados.

Não existe renovação em SP.

No geral, tudo está como dantes no quartel d’Abrantes.

O PMDB fará a maior bancada. Será como sempre o fiel da balança.

Retorna o Fla-Flu político, PT versus PSDB.

O eleitor encostou a terceira via, ou “a nova política”.

Pelo visto, a vontade de mudar não mudou nada. O gigante adormeceu.

Junho de 2013 foi um passeio de máscara.

 

 

A novidade veio do futebol: Andres Sanchez (Deputado Federal SP), que não foi o campeão de votos, como se esperava, e Romário (Senador RJ), este sim, campeoníssimo.

Abre a porrrrrteira: o cantor sertanejo Sérgio Reis (PRB) também tomará assento na Câmara. Êta nóis.

Já Lecy Brandão tem assento na Assembleia Estadual de SP. Partido alto…

Jair Bolsonaro é o mais votado do Rio. Seu filho, Eduardo, saiu por SP e foi eleito (88 mil votos).

Pastor Everaldo teve 100 mil votos a mais que o Eduardo Jorge.

A bancada da homofobia ganhou mais aliados, deixando o aparelho excretor em seu devido lugar.

Supla, Soninha e Roberto Freire não se elegeram.

Aqui tem um bando de loucos: mais de 454 mil votaram no Levy Fidélix!

Na época do Aerotrem, 2010, Fidélix teve 57.960 votos (0,06% do total).

Agora, conseguiu 0,62% dos votos.

Com o aparelho excretor como mote de campanha, decuplicou o número de eleitores.

É o quarto mandato de Alckmin em SP. O segredo é ser invisível. Governará SP por mais tempo do que Ademar de Barros.

Depois de derrotado na Guerrilha do Araguaia durante a luta armada, o PC do B sobe o rio e toma poder no Maranhão pela via democrática. 40 anos depois. Derruba o clã Sarney.

O dedo do brasileiro não acompanha o cérebro.

O desejo de mudar ficou para trás.

A indignação idem.

Virou história para boi dormir.

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