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Marcelo Rubens Paiva

17 de janeiro de 2011 | 17h55

Ontem, talvez tenha sido o último dia do tradicional CINE BELAS ARTES, de seis salas, na porta de duas linhas de metrô, com uma boa programação, ingressos mais baratos, mas que não conseguiu sobreviver sem a falta de patrocínio do HSBC.

Ironicamente, o prédio pertence a FLÁVIO MALUF, cuja ação na cultura nunca foi um exemplo.

Pode virar uma loja, se o Estado e a Prefeitura não correrem contra o tempo e tombarem o prédio.

E, mesmo se conseguirem impedir o empastelamento do cinema, será outra luta para manter a conta em dia.

A não ser que alguma central de trabalhadores, CUT ou CGT, encampe.

Poderia ser o CINE DO TRABALHADOR.

E passar filmes a preços populares como:

ENCOURAÇADO POTEMKIN

RED

1900

QUEIMADA

GUEVARA 1 e 2

TERRA E LIBERDADE

ROSA DE LUXEMBURGO

OLGA

LAMARCA

O QUE É ISSO COMPANHEIRO

A FIESP poderia correr atrás e rebatizar CINE DOS PLAYBA.

E ter na programação, além de champanhe:

REDE SOCIAL

BARÃO DE MAUÁ

WALLSTREET

JERRY MAGUIRE

CIDADÃO KANE

CASSINO

O AVIADOR

Uma igreja poderia encampar o CINE DE DEUS.

E depois de um culto de alguns minutos, exibir:

CRUZADA

JESUS CRISTO SUPER STAR

A PAIXÃO DE CRISTO

MOISÉS

Se bem que igrejas compraram tantos cinemas, e só passam os cultos, que talvez fosse melhor deixar para a UNE, contemplada por uma indenização de mais de R$ 44,6 milhões no fim do governo Lula.

Seria o CINE DO ESTUDANTE. O ingresso seria apenas meia. Os filmes?

HIGH SCOOL MUSICAL

PICARDIAS ESTUDANTIS

FAME

17 OUTRA VEZ

UM MESTRE COM CARINHO

MARCELO ZONA SUL

GAROTAS REBELDES

ENTRE OS MUROS DA ESCOLA

AU REVOIR LES ENFANTS

Ou todos da listas do CINE DO TRABALHADOR, com quem a UNE costuma ter afinidades.

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