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Marcelo Rubens Paiva

17 de fevereiro de 2011 | 11h41

Não é de hoje que a juventude brasileira está sem bandeira, apesar de tanta coisa neste País que precisa mudar.

Reforma educacional, política.  Mas qual?

Fim da impunidade ou corrupção. Mas como?

Fim da censura. Mas teoricamente não acabou?

Fora Sarney. E muda alguma coisa?

Fim do horário eleitoral gratuito.

Fim da Voz do Brasil.

Democratização dos meios de comunicação?

Pela descriminalização da maconha, do aborto, dos jogos de azar?

É, não existe um presidente há 30 anos no Poder, que governou sob estado de emergência, capaz de unir a garotada brasileira numa única voz. Mas bem que ela tenta.

Um passeio pelo centro de São Paulo traz à lembrança as primeiras manifestações populares de cunho de esquerda, organizadas pela massa de imigrantes italianos.

Como a primeira greve geral [alguns historiadores chamam de insurreição]  de 1917 e 1918, liderada pelo movimento anarquista, que parou a cidade e depois se espalhou pelo Brasil, exigindo melhores condições de trabalho e salários.

Evento que aprendíamos nas escolas.

Ensinam ainda sobre ele?

No caso de 2011, uma jornada antifascista contra o racismo e as discriminações é organizada também por um movimento anarquista.

A bandeira mudou.

Mas os jargões…

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Este é esperto.

E passa a verdadeira mensagem nas entrelinhas.

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MALU DE BICICLETA sofre forte concorrência dos filmes candidatos ao OSCAR.

Adiaram 4 vezes a estreia de MALU.

E agendaram justamente na semana em que estrearam TODOS os filmes candidatos a alguma estatueta na cerimônia que rola daqui a dez dias.

Alguém deu bobeira.

Claro que o filme brazuca de baixo orçamento foi estrangulado pela grade apertada da agenda dos exibidores.

Portanto, quem não viu, vá logo.

Apesar de nenhum oscarável valer tanto a pena assim.

Do fraco filme dos Irmãos Coen [BRAVURA INDÔMITA] ao filme  sessão da tarde sobre superação, O DISCURSO DO REI. Cuja boa história mesmo é a do irmão, que renunciou ao trono para se casar com uma desquitada.

Sem falar da maluquice travestida de obra de arte chamada CISNE NEGRO.

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