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Zé Lins e o futebol

Luiz Zanin Oricchio

18 de dezembro de 2007 | 10h34

“Muita gente me pergunta: mas o que você vai fazer no football? Divertir-me, digo a uns. Viver, digo a outros. E sofrer, diriam os meu correligionários flamengos. Na verdade, uma partida de football é mais alguma coisa que um bater de bola, que uma disputa de pontapés.”

Era assim, de maneira ampla, que José Lins do Rego definia seu esporte favorito em uma de suas crônicas. Zé Lins tornou-se torcedor fanático do Flamengo e depois dirigente do clube e da própria CBD (Confederação Brasileira de Desportos), entidade que congregava todos os esportes, inclusive o futebol, antes da criação da CBF. Chegou a comandar uma delegação da seleção brasileira ao exterior.

No entanto, até a juventude, pouco ligava para o futebol. Entusiasmou-se com as atuações de Leônidas da Silva durante a Copa do Mundo de 1938, na Itália. Como nessa época o Diamante Negro jogava no Flamengo, este se tornou o clube do escritor. Entrou para as fileiras do Mengo como quem abraça uma religião nova – de maneira fanática. Escreveu regularmente uma coluna diária chamada Esporte e Vida no Jornal dos Sports, entre 1945 e 1953, voltando a publicá-la entre janeiro e junho de 1957. Seu estilo simples, apaixonado e francamente partidário do time de coração tornou-o muito popular.

Existe uma coletânea dessas crônicas chamada Flamengo É Puro Amor, editada pela José Olympio.

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