Wilde e Zelaya
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Wilde e Zelaya

Luiz Zanin Oricchio

24 de setembro de 2009 | 09h20

honduras

Vi hoje uma foto de Manuel Zelaya na Embaixada do Brasil e me lembrei de Oscar Wilde, em particular de uma frase dele: “Só os muito superficiais não se deixam levar pelas aparências”.

Zelaya, meio obeso, chapéu branco e bigodão, é aquele tipo ideal que escolheríamos para fazer um filme sobre um caudilho latino-americano. Isso, e mais os laços com Hugo Chávez, parece suficiente para transformá-lo em demônio ao olhar “liberal”, que prefere homens brancos (um Obama, tolera-se), barbeados, uniformizados em seus ternos e gravatas. Confiáveis, em suma. Aparências.

Acho boa a frase de Wilde, que amava os paradoxos. Mas acredito piamente que um dever civilizado é tentar ir além das aparências. Ou não?

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