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Wilde e o paradoxo

Luiz Zanin Oricchio

21 Maio 2007 | 13h43

Andaram comentando sobre Oscar Wilde neste blog. Gostaria apenas de lembrar que, muitas vezes, o autor de O Retrato de Dorian Gray não deve ser tomado ao pé da letra. Wilde amava paradoxos, como o citado “Quem vê os dois lados de uma questão não vê coisa nenhuma”. Ou este outro, também instigante: “Apenas gente muito superficial não se deixa levar pelas aparências”. Um paradoxo é uma figura de retórica interessante. Pela surpresa, nos tira da rotina da língua e nos leva a pensar em significados talvez inusitados. Às vezes parece apenas brincadeira com as palavras, outras é uma porta de entrada para a sabedoria. É como sal e pimenta na comida. Em pequenas quantidades, realçam o sabor do prato. Usados com exagero, estragam a refeição.