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Voto obrigatório (ou não)

Luiz Zanin Oricchio

06 de outubro de 2008 | 16h38

Minha “declaração de amor” às urnas rendeu alguns comentários interessantes, em especial sobre a questão da obrigatoriedade do voto.

Vou logo dizendo que não tenho opinião formada sobre o assunto. Em princípio, tenderia a preferir o exercício facultativo desse direito, como acontece, se não me engano, na maioria dos países democráticos.

Mas temo que isso implique uma grande abstenção em país como o Brasil. Em especial nesta época de desilusão e/ou desinteresse pela política. Com muita abstenção, os resultados eleitorais poderiam se tornar representativos apenas de grupos mais organizados (inclusive do crime organizado) – e aí sim é que os candidatos mais populares não teriam vez nas eleições brasileiras.

Além do mais, é um engano dizer que somos obrigados a votar. Somos obrigados a comparecer ao local de votação (ou justificar a ausência). Se não quisermos votar em ninguém, podemos votar em branco. Ou anular o voto, como aliás se fazia na época da ditadura.

Acho que tudo isso merece uma discussão mais ampla antes de chegar a uma conclusão. Vocês não acham?

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