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Vive la France

Luiz Zanin Oricchio

03 de novembro de 2007 | 11h00

A Mostra ainda não terminou, pois continua com a repescagem dos mais votados pelo público. Mas estas atrações são em menor número e apenas em duas salas, o CineSesc e o Bombril. Nada mais de números babilônicos como centenas de filmes projetados em dezenas de salas, cada sessão disputada a tapa por exércitos de cinéfilos. A cidade, embora ainda sob os efeitos da Mostra, sai daquele frenesi cinematográfico que retorna em outubro do ano que vem. Agora é tempo de ver filmes de uma maneira, digamos, menos histérica, mais relaxada. Podemos ir ao cinema não mais como quem vai a uma frente de batalha, com mochilas, água e provisões, mas apenas em busca de algum entretenimento. Ou arte.

Não sei vocês, mas eu gosto de vez em quando de fazer uma “repescagem” particular, extra-oficial, e ver, ou rever, filmes que parecem esquecidos pelo circuito. O programa é propício para esta época mais calma. Como tenho me sentido próximo do cinema francês, cito alguns filmes deste país, que continuam em cartaz e merecem uma olhada.

Um deles é Um Lugar na Platéia, sobre os bastidores de um teatro, dirigido por Danièle Thompson, programa dos mais agradáveis. Outro é Medos Privados em Lugares Públicos, trabalho magnífico de Alain Resnais sobre os problemas de relacionamento de seis personagens. Paris, Te Amo são episódios filmados em cada um dos arrondissements da cidade. E Piaf – um Hino ao Amor pode não ser a oitava maravilha do mundo. Mas é comovente.

(Guia do Estadão, 2/11/07)

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