Viva o Céu de Suely
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Viva o Céu de Suely

Luiz Zanin Oricchio

06 de outubro de 2006 | 17h35


Hermilla Guedes em O Céu de Suely

Fiquei muito contente com a premiação de O Céu de Suely no Festival do Rio, onde ganhou melhor filme, diretor (Karim Aïnouz) e atriz (Hermilla Guedes). O filme ainda vai demorar um pouco para chegar aos cinemas. Mas se prepare e não deixe de vê-lo quando for lançado – é um dos melhores trabalhos do cinema brasileiro dos últimos tempos. Hermilla está ótima no papel-título de Suely, a garota que resolve rifar o próprio corpo para realizar seus sonhos. Na verdade, seu único sonho: ir o mais distante possível da cidadezinha em que nasceu e onde acredita que não haja mais perpectivas de vida para si mesma e para um filho que não tem pai.
O cinema brasileiro anda muito cheio de diálogos explicativos e de palavras. O Céu de Suely aposta mais nos silêncios, nos gestos dos atores, nas insinuações. E, desse jeito, fala muito. Da vida daquelas pessoas e também de um país que não costuma dar lá muitas oportunidades ou alternativas para os que não nasceram no chamado berço de ouro. Belo filme.

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