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Vida de Ronaldo

Luiz Zanin Oricchio

04 de maio de 2008 | 12h04

Evitei até agora meter a colher (ops!) nessa história do Ronaldo Fenômeno. Sabe por quê? Porque entendo que a sexualidade, seja do jeito que for, é do foro íntimo do indivíduo. Se consensual, por amor, por dinheiro ou simpatia, é problema exclusivo das partes envolvidas.

Mas, depois de toda efusão conservadora que o caso despertou, sinto-me obrigado a emprestar solidariedade ao rapaz. Raras foram as vozes desafinadas no coro moralista que vem sendo entoado por aí. Destaco duas, Xico Sá e José Geraldo Couto, magníficas exceções. Modestamente, uno-me a elas.

Ronaldo é livre para fazer o que bem entende, inclusive estragar a própria vida. A quem prejudicou nesse episódio, senão a si mesmo? É assunto dele. E quem é a empresa que o patrocina, acusada de explorar mão de obra infantil, para se escandalizar? E o seu clube, que até ontem tinha Silvio Berlusconi como presidente? Podem, essas venerandas e pias instituições, pontificar sobre a moralidade alheia?

Fariseus, como se diz nas Escrituras.

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