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Vai em paz, Dominguinhos

Luiz Zanin Oricchio

24 de julho de 2013 | 08h51

 

Mais dia menos dia ia acontecer e todo mundo esperava a morte de Dominguinhos. Estava muito doente. Nem por isso foi menos sentida, em especial para quem gosta de música e a minha tese é de que todos gostam. Mesmo os que não sabem que gostam.

Nunca vi ninguém ficar indiferente à sanfona de Domingos, que era incendiária, ao contrário da sanfona mais intelectualizada de outros músicos mais contemporâneos, digamos. Como Oswaldinho, por exemplo. Domingos era raiz, herdeiro direto de Luiz Gonzaga. Nesse sentido era inigualável. Vi alguns dos seus shows e nunca deixei de me sentir comovido com a inventividade do povo brasileiro, meu povo.

Acho que Dominguinhos fica em alguns filmes. Se não me engano, aparece em Festa de São João, de Andrusha Waddington e, e em O Milagre de Santa Luzia, de Sergio Roisenblitz, ele é o mestre de cerimônias no périplo do acordeon pelo Brasil – da sanfona nordestina à gaita gaúcha.

Descansa em paz,  velho sanfoneiro, que você muita alegria nos deu. Leia aqui.

 

 

 

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