Uma lágrima por Irene Stefânia
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Uma lágrima por Irene Stefânia

Luiz Zanin Oricchio

11 Janeiro 2017 | 14h03

irene

Lágrima tardia, porém sincera. Semana passada foi difícil confirmar a morte da atriz e fiquei com medo de divulgar um rumor sem fundamento, tantos são eles na internet. Infelizmente, era verdade.

Irene foi uma musa da nossa adolescência. Víamos a deusa em filmes como Fome de Amor, Cléo e Daniel, e Os Paqueras, além de aparições na TV, e ficávamos loucos. Aqueles olhos azuis, aquelas sardas…

Muitos anos depois, Nelson Pereira dos Santos nos apresentou. Foi em São Paulo, acho que num cinema, início dos anos 1990. Foi bom conhecê-la, e ao mesmo tempo um choque: aquela senhora serena e bem conservada era a deusa da nossa rua. Não quero ser indelicado. Apenas constato que nossas fantasias não envelhecem; as pessoas, sim.  

Depois da fama, soube agora, ela se dedicou a outras coisas. Estudou filosofia e psicologia: curioso, as duas faculdades que também fiz. Escreveu, trabalhou e morreu. Foi famosa e não fez da fama um fetiche porque, provavelmente, era inteligente demais para se iludir com esse tipo de coisa.  Parece que teve uma vida boa, mas poderia ter durado mais.

Morreu com 72 anos. 

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