Um adeus a Debbie Reynolds
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Um adeus a Debbie Reynolds

Luiz Zanin Oricchio

29 Dezembro 2016 | 13h56

 

debbie

 

Num ano de cortar o coração, esta foi uma das histórias mais pungentes de 2016. Um dia depois de perder a filha, Carrie Fisher (a princesa Leia, de Star Wars), morre a mitológica atriz Debbie Reynolds. Tinha 84 anos, não aguentou enterrar a própria filha, pois não existe nada de mais doloroso que essa inversão da ordem biológica das coisas. De acordo com seu filho, Todd Fisher, a morte de Carrie foi demais para a mãe. Teve um AVC fatal quando discutia com a família detalhes do funeral da filha. Foi atendida, mas não se recuperou.

Debbie nasceu em 1932, em El Paso, no Texas, com o nome de Maria Frances Reynolds. Foi descoberta aos 16 anos e iniciou carreira na Warner, migrando quase em seguida para a MGM. Foi nesse estúdio que marcou para sempre seu nome na história de Hollywood ao protagonizar, com Gene Kelly, o grande musical Cantando na Chuva, em 1952.

O filme é genial. Auto-referente, fala sobre o próprio cinema. Na verdade, tem por tema de fundo a crucial passagem do cinema mudo para o falado. O curioso é que Debbie Reynolds não era dançarina até ser chamada para contracenar com ninguém menos que Gene Kelly.

É o filme que a imortalizou. E fazê-lo não deve ter sido nada fácil. Aliás, a própria Debbie dizia que as coisas mais difíceis que havia feito na vida fora participar desse filme e dar à luz seus filhos. Não mencionou a perda do marido, o cantor Eddie Fisher, para Elizabeth Taylor, um escândalo na época.

Embora tenha 84 créditos em sua filmografia, incluindo os trabalhos para TV (fonte: o site IMDB), Debbie celebrizou-se mesmo como a personagem Kathy Selden de Cantando na Chuva, filme que com o tempo tornou-se clássico, querido dos cinéfilos e um daqueles musicais adorados mesmo por gente que não suporta musicais.

Depois do sucesso da filha, tornou-se também a “mãe da princesa Leia”, como ela própria gostava de dizer, com certeza com muito orgulho da cria.