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Trocando as bolas

Luiz Zanin Oricchio

18 de dezembro de 2007 | 13h45

A volta de Leão ao Santos e o retorno de Luxemburgo ao Palmeiras têm mais significado do que sonha a vã troca de técnicos de fim de ano, essa tradição do futebol brasileiro. Aparentemente, o Santos deseja economizar, apostando na mescla de jogadores novos, vindos da categoria de base com outros mais experientes. Apostou num técnico que sabe trabalhar com jovens e montou aquele time vencedor do Campeonato Brasileiro de 2002. Tudo bem, mas convém lembrar à torcida que um time com Diego, Robinho, Elano, Renato, Alex, etc. não aparece todo ano.

Já Luxemburgo parece atraído por um projeto mais ambicioso, tornado possível pela parceria com a Traffic. Renuncia à Libertadores em 2008, mas pode disputá-la no ano seguinte, com uma equipe para vencer. Pode ser, desde que tal planejamento a longo prazo se viabilize no futebol de curto prazo do Brasil.

Luxa fica até lá? Como saber? No caso dele, mas de tantos outros no futebol, para saber aonde vão vale o que o informante do caso Watergate, apelidado de Deep Throat (Garganta Profunda), dizia aos jornalistas do Washington Post: “Sigam o dinheiro”.

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