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Troca de cadeiras em Veneza: Barbera assume

Luiz Zanin Oricchio

27 de dezembro de 2011 | 19h49

Depois de oito anos de poder, Marco Müller não é mais diretor do Festival de Veneza, o mais antigo do mundo. Foi substituído por Alberto Barbera,  que volta à mostra depois de tê-la dirigido de 1998 a 2002.

Sem Müller, talvez o Brasil tenha alguma chance de voltar a competir. Durante sua gestão, não apenas o Brasil mas o cinema latino-americano como um todo foi ignorado. Talvez Barbera abra mais os olhos para o resto do mundo e não apenas nas direções prediletas de Müller: Ásia, Estados Unidos, Europa.

O engraçado é que se especula, na imprensa internacional, que Müller estaria indo para a direção da Festa de Cinema, de Roma, festival jovem, concorrente de Veneza e que havia sido esnobado, sistematicamente, pelo ex-diretor. Se for verdade, Müller vai para o cargo de Piera Detassis, antiga diretora da revista Ciak, do grupo de Berlusconi.

Conheci Piera em 1991, quando ainda era apenas repórter da Ciak, num making of do filme de Polanski, Lua de Fel. Ela, o saudoso Marco Melani e eu formávamos a trinca latina, a desafiar o poder anglosaxão no navio onde se realizam as filmagens entre Veneza, Istambul e Atenas.

A seu convite, depois da viagem, visitei a redação da Ciak, em Milão. Era, já naquela época, pessoa de grande capacidade.

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