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Trágica Separação

Luiz Zanin Oricchio

30 de novembro de 2011 | 20h06

Trágica Separação é um filme menos conhecido do grande diretor Claude Chabrol, morto em 2010 aos 80 anos. Chabrol é, dos integrantes do grupo da nouvelle vague, o que primeiro chegou à direção de longas, estreando com Nas Garras do Vício, em 1958.

Chabrol sempre trabalhou muito. Já tinha vários filmes no currículo quando fez este Trágica Separação, em 1970. Basicamente, é a história de uma mãe, Hélène (Stéphane Audran) que protege seu filho do marido desequilibrado. Acontece que o rapaz vem de uma família rica, que deseja a guarda da criança e tudo fará para obtê-la. Tudo, mesmo.

Bem, Chabrol é um refinado observador dos estratos ditos superiores da sociedade. Sempre foi e esse gosto o acompanhou ao longo da vida – um dos seus últimos filmes é A Comédia do Poder (L’Ivresse du Pouvoir), exatamente sobre essa temática. Em Trágica Separação, Chabrol investiga essa concepção de que os meios não importam, e sim os fins, com a grande agudeza de percepção que sempre o caracterizou. Stéphane Audran, sua mulher, está soberba como a sofrida e corajosa Hélène.

(Caderno 2)

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