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Tragédias no ônibus

Luiz Zanin Oricchio

11 Novembro 2006 | 10h13

Felizmente terminou sem vítimas (fatais) o seqüestro do ônibus 499 no Rio. Desta vez o motivo foi passional. Ciúmes. Mas é inevitável lembrar que os coletivos têm se tornado palco preferencial para a tragédia social da antiga cidade maravilhosa. Basta lembrar do caso do Ônibus 174, no ano 2000, em que perderam a vida uma refém e o próprio seqüestrador. O caso deu origem ao vibrante documentário de José Padilha, que não poderia ter outro nome senão Ônibus 174, um dos melhores filmes feitos pelo cinema brasileiro nos últimos tempos. No ano passado, dezenas de pessoas ficaram aprisionadas no ônibus que fazia a linha Lagoa-Barra. O caso, aí, era de assalto mesmo e um passageiro foi morto com um tiro na cabeça. Pobre Rio. Pobre Brasil.