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Jack Nicholson: 70 anos

Luiz Zanin Oricchio

22 de abril de 2007 | 11h27

A data teria me passado despercebida não fosse um convite da Globonews para gravar um depoimento sobre Jack Nicholson em seus 70 anos. 70 anos????, eu me espantei. Pois é, o tempo não passa só para nós, mortais e anônimos, também os astros e estrelas envelhecem. Mas que bela velhice, não? Convenhamos, quem pode se dar ao luxo, quase setentão, de fazer um papel tão bom quanto o de gângster implacável em Os Infiltrados, de Martin Scorsese? O aniversário de Nicholson me permitiu recordar suas várias “personas” cinematográficas. O advogado bêbado em Easy Rider, o psicopata assassino em O Iluminado, o detetive J.J. Gites em Chinatown e depois em A Chave do Enigma (que ele próprio dirigiu), o cômico em Bruxas de Eastwick, o Coringa, de Batman (que ele jura ser o seu preferido, mas como é irônico, nunca se sabe…).

Poderia citar vários outros papéis, mas fico com um (e vou rever em DVD, em homenagem a ele), o meu favorito: o homem que troca de identidade em Passageiro: Profissão Repórter, do mestre Michelangelo Antonioni. Um grande ator num filme imenso, que glosa o Pirandello de O Finado Matia Pascal e comenta o sonho de todos nós, que é o de viver outras vidas, ou pelo menos mais uma, novinha em folha. Sonho que só é dado aos atores realizar.

Esqueci alguns que vocês desejam comentar? Fiquem à vontade e bom domingo a todos.

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