As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

O Brasil, segundo The Economist

Luiz Zanin Oricchio

13 Abril 2007 | 20h36

Li a matéria sobre o Brasil titulada como Land of Promise, na Economist, a bíblia do pensamento liberal. Estão lá listadas as principais mazelas do País, do peso do Estado à criminalidade, do apagão aéreo à má qualidade da educação (esta apontada como o maior problema, o que não dá para discutir). Destaca o baixo crescimento, incapaz de oferecer melhores expectativas de vida a uma população que já supera os 180 milhões. Lembra como tudo isso, somado com a corrupção, conduz ao pessimismo parte dessa população. Cita como exemplo uma coluna de Lya Luft na revista Veja, na qual ela escreve que o país estaria “caindo aos pedaços”. No parágrafo seguinte, a Economist comenta que, se isso for mesmo verdade, uma boa parte do país não percebeu, pois reelegeu o presidente e lhe concede níveis invejáveis de popularidade.

Imparcial, embora expressando um ponto de vista econômico bastante definido, a matéria destaca que esse apoio dos mais pobres ao governo não vem do nada, já que a distribuição de renda vem melhorando, embora de forma lenta. E afirma que, em certo sentido, o Brasil seria o mais estável entre os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) grupo que, se supõe, fará parte da liderança econômica do planeta no ano 2050. O Brasil, segundo a revista, é uma democracia mais sólida que Rússia e China, não tem problemas com países vizinhos, como a Índia, e ganhou a cotação de “moderadamente livre” no Economic Freedom Index, da The Heritage Foundation, acima dos outros BRICs. Na radiografia liberal da Economist, o País caminha, mais devagar do que se poderia desejar, mas caminha. Não está no fundo do abismo. Nem perto dele.