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Time não empolga, mas pode vencer

Luiz Zanin Oricchio

30 de maio de 2010 | 08h58

Depois de conquistar as Copas América e das Confederações, ganhar da Argentina e ficar em primeiro lugar nas Eliminatórias, faltava à seleção de Dunga um último ingrediente para fazer uma grande campanha na África do Sul: uma certa dose de ceticismo da torcida brasileira. Pronto: agora não falta mais nada. Diz a lenda que toda vez que a seleção sai como favorita, perde o título. Em 2010, ela não corre esse risco.
A onda negativa chegou com o esquecimento dos craques que gozam de bom ibope junto à torcida, como o veterano Ronaldinho Gaúcho e as revelações Neymar e Paulo Henrique Ganso. Dunga ficou na dele e vai à Copa com o time em que confia. Se ganhar, confirma-se como homem de personalidade. Se não, vai carregar o rótulo de teimoso, limitado, sem visão. É um risco.

Objetivamente, os brasileiros sabem que o time pode ganhar. Mas, pelo que tenho ouvido pelas esquinas, ninguém se entusiasma com a equipe, apesar de tão vencedora. Não desperta paixão.

Mas não se pode negar que a seleção é um bom time, pelo menos pelos padrões atuais do futebol – ou vocês não viram de que jeito a Internazionale de Milão ganhou a Champions League? Com metade da defesa da Inter na equipe, o Brasil vai se segurar bem lá atrás. Tem um meio-campo marcador e, se os deuses da bola quiserem, pode contar com a inspiração de um Robinho ou de um Luís Fabiano para marcar os gols necessários. Duvido que nos encantemos com os jogos, mesmo que Kaká se recupere. O hexa até pode vir. Mas, quem quiser futebol bonito mesmo, faz melhor em acompanhar os jogos da Espanha.

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