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Tchau, Mario: morreu Mario Monicelli, aos 95

Luiz Zanin Oricchio

29 de novembro de 2010 | 23h49

http://www.youtube.com/watch?v=GG2wk6QU9-g

A esta altura, vocês já devem saber que Mario Monicelli morreu. Tinha 95 anos. Jogou-se de um hospital em Roma, onde se tratava de um câncer de próstata. Terminal, dizem, e assim Mario resolveu sair de cena a seu modo.

Soube da morte de Mario por um amigo, pouco antes da sessão no Festival de Brasília. Avisei o jornal e entrei no cinema, mas volta e meia a imagem daquele velhinho tão lúcido e cheio de energia me voltava à cabeça. Vi-o muitas e muitas vezes no Festival de Veneza, do qual era habitué. Tive oportunidade de conversar com ele algumas vezes, . Era muito agradável, divertido, espirituoso, cheio de verve e ironia, como seus melhores filmes. Um italiano como já não se fabrica.

Uma vez estávamos Leon Cakoff, Renata e eu jantando no restaurante Quattro Fontane, no Lido, quando ele passou ao nosso lado. Falamos com ele e o convidamos para vir a São Paulo. “Mas o que vou fazer em São Paulo?”, respondeu com aquela franqueza rude que era sua marca registrada. “Vamos prestar uma homenagem ao senhor, maestro”, disse Leon. A vaidade é humana. Monicelli sorriu e disse que assim talvez fosse. Não deu tempo. Pena

Hoje não quero escrever sobre Mario. Tenho um perfil inédito dele, feito em Veneza, que não foi publicado pelo jornal, pelas razões insondáveis de sempre. Um dia coloco aqui. Por ora, minha homenagem é lembrar alguns dos meus filmes preferidos:

O Incrível Exército Brancaleone
A Grande Guerra
Parente É Serpente
Un Borghese Picolo Picolo
Os Eternos Esquecidos

Tá bom assim? Deu para sacar a quantidade de alegria que devemos a este homem?

Grazie, maestro.

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