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Sucesso de Uma Noite em 67 no Fest Aruanda

Luiz Zanin Oricchio

11 de dezembro de 2010 | 10h23

JOÃO PESSOA
Foi uma noite quente. Tanto a que inspirou o filme quanto a de sua apresentação ontem na abertura do VI Fest Aruanda, ontem em João Pessoa. O público vibrou com o documentário de Renato Terra e Ricardo Calil, que usa imagens do Festival de Música da Record para falar de um tempo que já vai longe. Mas que, pelo jeito, continua bem presente nos corações e mentes das pessoas. Mesmo daquelas que não o viveram, como era a óbvia maioria do público do Hotel Tambaú onde Uma Noite em 67 foi projetado.

É a terceira vez que vejo o filme, com público, e não havia ainda presenciado reação tão positiva. Houve aplausos durante a projeção, risos, desconfio que algumas lágrimas. E, no final, um longuíssimo aplauso.

Foi muito bom revê-lo, inclusive para deixar mais claro o racha da época entre tropicalistas e tradicionalistas. Racha forçado, que não era desejado por Gilberto Gil mas sim por Caetano Veloso. Caetano, que sempre entendeu a mídia, sabia que a tal da união de forças não vende no mercado cultural. Buscou aprofundar uma divisão que de fato já existia nas propostas. Mas que ele tornou mais visível através de músicas, roupas e atitudes. Deu-se bem, embora tenha pagado preço alto, como tantos outros durante a ditadura.

Feita a partilha, ficaram de um lado os “jovens” tropicalistas e os “velhos” tradicionalistas, Chico Buarque e Edu Lobo – todos na faixa dos 22 a 24 anos de idade. Um bom filme fornece sempre material novo para reflexão – e para o exercício do sentimento, por que não?

Depois fomos jantar, um grupo muito agradável de jornalistas e cineastas amigos. O filme ainda estava entre nós, enquanto comíamos camarão e bebíamos cerveja gelada. Bom demais.

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