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Sonho acordado

Luiz Zanin Oricchio

29 de setembro de 2010 | 21h58

Zapeando, peguei no meio Império dos Sonhos (Telecine Cult) e embarquei na viagem. Já havia visto em Veneza, uns dois, três anos atrás e fui dos poucos que gostaram. Aliás, amei. A um amigo que disse não ter entendido, perguntei: Ué, você nunca sonhou? Ele me respondeu que para sonhar não precisava ir ao cinema. E eu respondi que precisava sim…

Sonhar é saudável. Libera a mente. E tudo o que eu peço do cinema é que torne a mente das pessoas sempre mais livres. É a (pequena) esperança que tenho de um dia sermos menos tapados, mais abertos, menos preconceituosos. Numa palavra: mais felizes. Amo  aquela personagem que, já perto do final, olha tudo em volta e exclama: “so weird!” Como faz cara de contentamento, o tradutor verteu por “Maravilha!”, o que é possível, mas prefiro o êxtase diante da estranheza de tudo. É assim que me sinto, nos meus melhores dias, é claro.

Thanks, Mr. Lynch.

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